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A data de um blog é o seu destino

J f, 2007
Daqui a exatos 49 minutos e 38 segundos completam-se dois anos que este locutor apresentou, nesta intimorata emissora, as primeiras palavras da salvação. A princípio, isto parece não representar nada, mas em verdade vos digo: Não é nada mesmo.

Porém, como diria o filho de Dona Claudionor, em um de seus muitos momentos Lair Ribeiro, “é incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer”.

Por isso, eu afirmo: a data de um blog é o seu destino.

Vem comigo.

Em um 25 de abril, data de meu aniversário, o combativo deputado Jorge Paulo, do progressista estado do Piauí, apresentou um projeto de lei instituíndo o Dia do Sertanejo em homenagem ao clássico da Música Brasileira Tristezas do Jeca, de autoria de Angelino de Oliveira. A partir de então, esta celebração acontece exatamente no dia 3 de maio, data de fundação deste veículo.

Assim, não há como o Ingresia fugir de sua sina sertânica. Nestes dois anos foi um verdadeiro mandacaru virtual: não deu sombra nem encosto pra ninguém.

E o pouco que consegui arrecadar, quase digo achacar, foi gasto agora para pagar a cara pena de André Setaro, que, sob a ameaça de morte e mais uns trinta dinheiro, escreveu o que segue.

Valei-me, meus culhões de Cristo!

Ah, sim. Nem venham me dar parabéns. Minha parte eu quero em substâncias não recomendadas pela Constituição Federal.

 

DO ESTILO FRANCIELIANO

“Há, no Ingresia, o já famoso blog de Franciel Cruz Credo, um estilo particular, uma maneira própria de dizer as coisas, e o estilo, como dizia Buffon, faz o homem, ao que se acrescentaria, aqui, que, também, faz o blog.

Conheço Franciel Cruz Credo há mais de 15 anos, desde início dos anos 90, quando estudava na Facom do Canela.

A especificação geográfica é importante, pois há diferença entre a Facom, quando no Canela, e a Facom, agora em Ondina, no campus da Universidade Federal da Bahia. A primeira era mais descontraída e os alunos mais contemplativos. Ainda não havia Rita Lee, perdão, quer dizer, ainda não havia a ânsia angustiante do mercado, o pragmatismo imposto pelo perversão neoliberal. E, assim, se, atualmente, a cantina da Facom não vende cerveja – não por ser proibida, mas porque ninguém a toma, a que existia no Canela, a Cantina do Vovô, onde Franciel Cruz Credo era um cliente habituée, era um oásis. Tomava-se aí muita cerveja, vendida em garrafas de 600ml, e os estudantes, findas as aulas, sentavam no espaço do ‘Vovô’ para passar o tempo e comer abobrinhas já descascadas.

Mas a coluna setariana de hoje está concentrada no estilo francieliano de ser e de escrever. O blog Ingresia pode ser considerado um blog sui generis na medida em que tem, como já se disse aqui, uma marca registrada, um estilo pessoal, que é a maneira bem particular de Franciel Cruz Credo exercitar a sintaxe da língua pátria, o que, em duas palavras, significa dizer que existe um estilo francieliano. Além da maneira própria de mexer no verbo, Franciel Cruz Credo, longe dos pachorrentos discursos acadêmicos, das dissertações e teses, que se caracterizam pelo desprazer da leitura, tem sempre um universo temático que não varia muito entre a política, o futebol e o estilo de viver baiano, a cultura baiana para se ser mais exato.

E, last but not least, a ironia francieliana. Acredita-se que um escrito sem sense of humour está desgraçado na ingresia da vida. Não é o caso do Senhor Franciel Cruz Credo. A sua pena é da galhofa, da ironia, exercitando sempre no que diz e no que fala, o seu pessoal sentido de ironia, de ver as coisas da vida com peculiar humor.

Já são atributos suficientes para a indicação do Ingresia. Porque, na verdade, o que se deseja, aqui, é informar que quem não continuar acessando este blog deve, quando morrer, ter a sua boca entupida de formigas”.

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